{"id":5281,"date":"2019-04-01T16:39:06","date_gmt":"2019-04-01T19:39:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=5281"},"modified":"2019-04-01T16:39:06","modified_gmt":"2019-04-01T19:39:06","slug":"saldos-da-reforma-trabalhista-279-milhoes-de-trabalhadores-subutilizados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/04\/01\/saldos-da-reforma-trabalhista-279-milhoes-de-trabalhadores-subutilizados\/","title":{"rendered":"Saldos da reforma trabalhista: 27,9 milh\u00f5es de trabalhadores subutilizados"},"content":{"rendered":"<p>Grupo de trabalhadores que inclui desocupados, desalentados, empregados com jornada inferior a 40 horas semanais, \u00e9 recorde, segundo o IBGE.<\/p>\n<p>Menos de dois anos depois da reforma trabalhista de Michel Temer \u2013 que sucateou a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis Trabalhistas (CLT) com a promessa de acabar com o desemprego \u2013 e com o emprego formal sob risco ainda maior com os planos de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro (PSL), a m\u00e3o de obra subutilizada chegou ao pico da s\u00e9rie, iniciada em 2012, ao atingir 27,9 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p><strong>Recorde de desalentados<\/strong><\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que detectou aumento de 0,9 pontos porcentuais no desemprego. O flagelo castiga 12,4% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa, o que constitui um monumental desperd\u00edcio de for\u00e7as produtivas e impede a retomada do crescimento da economia.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o desocupada (13,1 milh\u00f5es) cresceu 7,3% (mais 892 mil pessoas) frente ao trimestre de setembro a novembro de 2018 (12,2 milh\u00f5es). Outro n\u00famero recorde foi o de pessoas desalentadas \u2013 aquelas que simplesmente desistiram de procurar emprego. Nesses tr\u00eas meses, 4,9 milh\u00f5es de brasileiros se encontravam nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Povo infeliz<\/strong><\/p>\n<p>Causa de sofrimento e desespero para milh\u00f5es de fam\u00edlias brasileiras, o desemprego em massa ajuda a explicar o sentimento generalizado de infelicidade que parece estar tomando conta da sociedade brasileira em meio \u00e0 crise econ\u00f4mica, pol\u00edtica e institucional que abala as estruturas da nossa pobre e fr\u00e1gil Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>O World Happiness Report, relat\u00f3rio mundial sobre a felicidade feito pelo Gallup, divulgado quarta-feira (27), revela que os brasileiros nunca foram t\u00e3o infelizes como em 2018. A metodologia da Gallup considera \u00edndices sociais, como renda, e a aplica\u00e7\u00e3o de 1 question\u00e1rio. O Brasil fechou o ano com 6,200 pontos, em 32\u00ba lugar, no menor n\u00famero da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>O desemprego segue alto, os empregos criados s\u00e3o de baix\u00edssima qualidade com sal\u00e1rios irris\u00f3rios e a informalidade campeia, o que torna o brasileiro mais infeliz.<\/p>\n<p>Os principais motivos que levaram a esse \u00e1pice de infelicidade foram a crise financeira, a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a na pol\u00edtica e a falta de confian\u00e7a em l\u00edderes do Estado, diz a pesquisa. O Brasil tamb\u00e9m bateu o recorde de todos os pa\u00edses em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica na descren\u00e7a com os l\u00edderes da pol\u00edtica nacional, de acordo com a base de dados da Gallup.<\/p>\n<p><strong>Decl\u00ednio<\/strong><\/p>\n<p>Esta \u00e9 a 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, que come\u00e7ou a computar a sua s\u00e9rie hist\u00f3rica em 2006. Ele classifica 156 pa\u00edses pelo qu\u00e3o felizes seus cidad\u00e3os se consideram. O Relat\u00f3rio Mundial da Felicidade de 2019 tem como foco a \u201cfelicidade e comunidades\u201d. Em 2015, o Brasil ocupava o 16\u00ba lugar e, desde ent\u00e3o, vem perdendo posi\u00e7\u00f5es. Nosso povo j\u00e1 foi considerado o mais feliz do mundo. Nosso Carnaval j\u00e1 foi sin\u00f4nimo de alegria.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de felicidade tende a levar um tempo ainda indefinido para voltar a subir, na avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, laborat\u00f3rio da FGV que estuda desenvolvimento social e que tem acesso aos dados da Gallup usados como base para o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u2014 Em 2013, o brasileiro avaliava a sua satisfa\u00e7\u00e3o na vida com nota de 7,1 (escala de 0 a 10). A partir de 2015, come\u00e7amos a observar uma queda grande nessa pontua\u00e7\u00e3o e hoje estamos no menor n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica. N\u00e3o h\u00e1 sinais de que voltaremos aos n\u00edveis anteriores \u2014 concluiu o professor em conversa com jornalistas.<\/p>\n<p>Parece evidente que a sensa\u00e7\u00e3o de infelicidade cresceu ap\u00f3s o golpe de Estado de 2016, que conduziu o ileg\u00edtimo e corrupto Michel Temer \u00e0 Presid\u00eancia para promover a restaura\u00e7\u00e3o do malfadado projeto neoliberal, que a extrema direita liderada por um capit\u00e3o tresloucado promete radicalizar. Entre as obras dos golpistas destacam-se a reforma trabalhista, a terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita e o congelamento dos gastos p\u00fablicos prim\u00e1rios por 20 anos.<\/p>\n<p>O resultado salta aos olhos, mas o atual governo quer dar continuidade \u00e0 pol\u00edtica de terra arrasada contra o Brasil e a nossa classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Umberto Martins, com informa\u00e7\u00f5es do Correio do Brasil e Forum<\/p>\n<p>www.ctb.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de trabalhadores que inclui desocupados, desalentados, empregados com jornada inferior a 40 horas semanais, \u00e9 recorde, segundo o IBGE. 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