{"id":5327,"date":"2019-04-03T13:37:12","date_gmt":"2019-04-03T16:37:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=5327"},"modified":"2019-04-03T13:37:12","modified_gmt":"2019-04-03T16:37:12","slug":"numero-de-homens-mais-velhos-desalentados-cresce-mais-do-que-o-de-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/04\/03\/numero-de-homens-mais-velhos-desalentados-cresce-mais-do-que-o-de-mulheres\/","title":{"rendered":"N\u00famero de homens mais velhos desalentados cresce mais do que o de mulheres"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><strong>Pesquisa do IPEA mostra que 7,3 milh\u00f5es de brasileiros de 50 a 64 anos n\u00e3o trabalham, nem est\u00e3o aposentados. N\u00famero de homens desalentados cresceu 580% e mulheres 75%<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-share\"><\/div>\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--smallest dd-m-alignment--center dd-m-color-assertive\"><strong>Rosely Rocha<\/strong><\/p>\n<p>O desalento vem crescendo entre os trabalhadores e trabalhadoras mais velhos. Hoje s\u00e3o 7,3 milh\u00f5es de pessoas de 50 a 64 anos que n\u00e3o procuram emprego, n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 aposentadoria e n\u00e3o conseguem sobreviver sem a ajuda de familiares.<\/p>\n<p>Embora as mulheres representem 5,6 milh\u00f5es desse total e os homens 1,7 milh\u00e3o, o n\u00famero de desalentados tem crescido mais entre os trabalhadores de meia idade.<\/p>\n<p>Em 1992 eram quase 3 milh\u00f5es de mulheres e 291 mil homens desalentados. 25 anos depois (2017), este n\u00famero subiu 580% entre os homens e 75% entre as mulheres, mostra pesquisa do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), divulgada em mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra ainda que metade dos homens desalentados vive com a mulher que trabalha ou \u00e9 aposentada, 25% vivem com os pais,ainda mais velhos, j\u00e1 aposentados, e os outros 25% restantes, sobrevivem com a ajuda de familiares e outros arranjos.<\/p>\n<p>Ana Am\u00e9lia Camarano, respons\u00e1vel pela pesquisa, diz que a principal dificuldade desses homens para voltarem ao mercado de trabalho \u00e9 o preconceito, a discrimina\u00e7\u00e3o, quest\u00f5es de sa\u00fade e baixa escolaridade.<\/p>\n<p>\u201c75% deles n\u00e3o t\u00eam nem o ensino fundamental completo, s\u00e3o analfabetos funcionais. Eles t\u00eam dificuldade em acompanhar os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos tanto pela idade quanto pela baixa escolaridade. Al\u00e9m disso, come\u00e7am a ter problemas de sa\u00fade e, tudo isto leva \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o por parte das empresas que n\u00e3o contratam este perfil de pessoas\u201d, diz a pesquisadora do Ipea.<\/p>\n<p>Ana Am\u00e9lia explica ainda que o n\u00famero de homens tem crescido mais do que as mulheres porque elas, ainda, por conta das rela\u00e7\u00f5es tradicionais de g\u00eanero, acabam se tornando donas de casa e cuidando dos filhos e n\u00e3o procuram emprego.<\/p>\n<p>O diretor-t\u00e9cnico do Dieese Clemente Ganz L\u00facio diz que al\u00e9m da baixa qualifica\u00e7\u00e3o, outro fator que pode ter influenciado o aumento de homens desalentados, ao contr\u00e1rio do aumento menor no n\u00famero de mulheres, \u00e9 de que elas, muitas vezes, se submetem a empregos prec\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres mais facilmente aceitam empregos dom\u00e9sticos e prec\u00e1rios, com menor necessidade de qualifica\u00e7\u00e3o profissional, que normalmente o homem recusa\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Para reverter esta situa\u00e7\u00e3o, a pesquisadora do Ipea acredita que \u00e9 preciso \u00a0pol\u00edticas de incentivo, tanto para os trabalhadores nesta situa\u00e7\u00e3o, como para as empresas, para que eles voltem ao mercado de trabalho.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que se tenha pol\u00edticas para capacitar esses homens, para que possam voltar ao mercado de trabalho, mas \u00e9 preciso que haja tamb\u00e9m incentivos para as empresas contrat\u00e1-los\u201d, analisa Ana Am\u00e9lia.<\/p>\n<p>J\u00e1 o diretor-t\u00e9cnico do Dieese, considera que a situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 \u201cfruto do atual descalabro do modelo econ\u00f4mico brasileiro e n\u00e3o uma fatalidade permanente, mas que para melhorar depende das pol\u00edticas p\u00fablicas que este governo n\u00e3o t\u00eam interesse em implementar\u201d.<\/p>\n<p>Clemente lembra que essa faixa et\u00e1ria de trabalhadores e trabalhadoras foi chamada de volta ao mercado de trabalho entre 2004 a 2014, principalmente pela ind\u00fastria e a constru\u00e7\u00e3o civil, setores que estavam contratando \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>\u201cEsses profissionais mais antigos eram convidados a voltar, inclusive, para treinar os mais novos, a pedido das empresas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Dieese tamb\u00e9m aponta crescimento do desemprego entre os homens de 50 a 64 anos<\/strong><\/p>\n<p>O Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) analisou a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, segundo sexo e faixa et\u00e1ria, do 1\u00b0 trimestre de 2012 ao 4\u00b0 trimestre de 2018, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>O levantamento aponta que o grupo de homens sem trabalho cresceu um pouco mais do que as mulheres, a partir de 2015, ano do in\u00edcio da crise econ\u00f4mica no pa\u00eds e se acentuou ap\u00f3s o golpe de 2016, que retirou Dilma Roussef da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p><a class=\"dd-lightbox\" href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/taxa%20de%20desocupa%C3%A7a%C3%B5%2050%20a%2064%20anos%20Dieese.jpeg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadscktaxa20de20desocupa-680x387xfit-44c60.jpeg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"387\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cEssa faixa et\u00e1ria de trabalhadores \u00e9 atingida porque o desemprego na constru\u00e7\u00e3o civil e na ind\u00fastria afetou fortemente os chefes de fam\u00edlia\u201d, analisa o diretor-t\u00e9cnico do Dieese.<\/p>\n<p>Segundo ele, os trabalhadores mais velhos t\u00eam ainda maior dificuldade de voltar ao mercado de trabalho com emprego formal do que a popula\u00e7\u00e3o mais jovem. Al\u00e9m disso, uma pessoa nessa faixa et\u00e1ria tende a voltar para um trabalho informal.<\/p>\n<p><strong>Maior dificuldade de aposentadoria<\/strong><\/p>\n<p>Para Clemente, uma vez que caiu no desemprego, a dist\u00e2ncia para este trabalhador se aposentar ser\u00e1 longa porque ele vai ter maior dificuldade em reunir tempo de contribui\u00e7\u00e3o &#8211; hoje \u00e9 de 15 anos no m\u00ednimo, e se a reforma da Previd\u00eancia de Jair Bolsonaro for aprovada pelo Congresso Nacional, vai subir para 20 anos.<\/p>\n<p>O diretor-t\u00e9cnico do Dieese credita ainda \u00e0 reforma Trabalhista de Michel Temer (MDB), as dificuldades desses trabalhadores e trabalhadoras conseguirem se aposentar.<\/p>\n<p>Segundo ele, a reforma facilitou as contrata\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, impediu que os trabalhadores mais experientes conseguissem contribuir para com o INSS e, com isso, acabou colaborando para uma fragiliza\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u201cO trabalhador, na faixa de 50 a 64 anos, para voltar ao mercado de trabalho vai acabar aceitando uma ocupa\u00e7\u00e3o sem prote\u00e7\u00e3o social e capacidade contributiva para o INSS\u201d.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do IPEA mostra que 7,3 milh\u00f5es de brasileiros de 50 a 64 anos n\u00e3o trabalham, nem est\u00e3o aposentados. 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