{"id":6007,"date":"2019-05-09T00:53:52","date_gmt":"2019-05-09T03:53:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=6007"},"modified":"2019-05-09T00:55:12","modified_gmt":"2019-05-09T03:55:12","slug":"trabalho-precario-cresce-na-bahia-depois-da-reforma-trabalhista-de-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/05\/09\/trabalho-precario-cresce-na-bahia-depois-da-reforma-trabalhista-de-temer\/","title":{"rendered":"Trabalho prec\u00e1rio cresce na Bahia depois da reforma Trabalhista de Temer"},"content":{"rendered":"<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas vulnerabilizou trabalhadores formais e n\u00e3o gerou ofertas de trabalho, como o ileg\u00edtimo prometeu. Bolsonaro usa o mesmo argumento para aprovar fim da aposentadoria<\/strong><\/p>\n<p>Aprovada em 2017, no governo do ileg\u00edtimo\u00a0<strong>Michel Temer<\/strong>\u00a0(MDB-SP), a\u00a0<strong>reforma Trabalhista<\/strong>\u00a0acabou com 100 itens da CLT, flexibilizou direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e legalizou as formas mais prec\u00e1rias de contrata\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca, o governo argumentou que a reforma seria positiva para a classe trabalhadora porque geraria milhares de empregos.<\/p>\n<div class=\"dd-more\">\n<header>\n<h3>SAIBA MAIS<\/h3>\n<\/header>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/lei-trabalhista-de-temer-so-gerou-emprego-indecente-sem-carteira-sem-direitos-6801\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei Trabalhista de Temer s\u00f3 gerou emprego indecente, sem carteira, sem direitos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>A gest\u00e3o do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) repete os argumentos de \u201cmenos direitos\u201d \u00e9 sin\u00f4nimo de \u201cmais empregos\u201d, na sua tentativa de aprovar a reforma da Previd\u00eancia que\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/reajaagora.org.br\/\">vai acabar com o direito \u00e0 aposentadoria<\/a>\u00a0<\/strong>de milh\u00f5es de trabalhadores, apesar das pesquisas mostrarem que a redu\u00e7\u00e3o de direitos n\u00e3o tem gerado aumento na oferta de vagas no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Desde que a reforma Trabalhista entrou em vigor, cresceram as<strong><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/desemprego-sobe-10-2-em-3-meses-chega-a-12-7-e-atinge-13-4-milhoes-de-pessoas-e2ce\">\u00a0taxas de desemprego<\/a><\/strong>\u00a0e de informalidade \u2013 que trabalham por conta pr\u00f3pria (sem CNPJ), empregados sem carteira assinada e trabalhadores familiares. Na falta de oportunidades, o que importa para os trabalhadores \u00e9 a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Em entrevista ao rep\u00f3rter\u00a0Dani da Gama, do Brasil de Fato,\u00a0o professor doutor Luis Flavio Godinho, da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), estudioso da sociologia do trabalho, diz que criar empregos \u201c\u00e9 muito mais profundo do que flexibilizar direitos\u201d. E afirma que, para estudiosos, a defesa da flexibiliza\u00e7\u00e3o em nome da gera\u00e7\u00e3o de vagas \u201c\u00e9 mais um discurso ideol\u00f3gico do que uma situa\u00e7\u00e3o real\u201d.<\/p>\n<p>Ele explica que, historicamente, 60% dos trabalhadores no Brasil n\u00e3o s\u00e3o formalizados e, em cen\u00e1rios de crise, aumenta o trabalho considerado prec\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 s\u00f3 voc\u00ea comparar o centro de Salvador entre 2003 e 2012 com o centro de Salvador entre 2014 e 2019. H\u00e1 um n\u00edtido crescimento de vendedores de marmita, de motoristas de Uber e de v\u00e1rias outras atividades informais ligadas \u00e0 venda de alimentos\u201d, ilustra.<\/p>\n<p>De acordo com o Boletim de Conjuntura da SEI (Superintend\u00eancia de Estudos Econ\u00f4micos e Sociais da Bahia), em 2018 o estado gerou novos postos de trabalho (eleva\u00e7\u00e3o de 1,7% em empregos com carteira assinada em rela\u00e7\u00e3o a 2017), mas, ainda assim, encerrou o quarto trimestre com 17,4% de desocupa\u00e7\u00e3o. A taxa \u00e9 superior \u00e0 do Brasil (11,6%) e \u00e0 do Nordeste (14,4%) \u2013 que j\u00e1 \u00e9 a mais alta entre as regi\u00f5es brasileiras, o dobro da regi\u00e3o Sul (7,3%). S\u00f3 em Salvador trata-se de meio milh\u00e3o de desempregados.<\/p>\n<p>No setor privado na capital, em rela\u00e7\u00e3o ao 4\u00ba trimestre de 2017, houve perda nas vagas com carteira assinada (-1,9%, redu\u00e7\u00e3o de 14 mil empregos) e aumento de postos sem carteira (15,2%, um acr\u00e9scimo de 15 mil empregados). A Bahia se manteve com a segunda maior taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds (que inclui pessoas com insufici\u00eancia de horas trabalhadas) e o maior contingente de desalentados: pessoas que desistiram de buscar emprego somam mais de 800 mil.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Redu\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas vulnerabilizou trabalhadores formais e n\u00e3o gerou ofertas de trabalho, como o ileg\u00edtimo prometeu. 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