{"id":6183,"date":"2019-05-16T14:26:50","date_gmt":"2019-05-16T17:26:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=6183"},"modified":"2019-05-16T15:01:41","modified_gmt":"2019-05-16T18:01:41","slug":"na-era-do-desalento-falta-trabalho-para-mais-de-28-milhoes-de-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/05\/16\/na-era-do-desalento-falta-trabalho-para-mais-de-28-milhoes-de-brasileiros\/","title":{"rendered":"Na era do desalento, falta trabalho para mais de 28 milh\u00f5es de brasileiros"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><strong>Desemprego atinge 13,4 milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras. Outros 4,8 milh\u00f5es est\u00e3o desalentados, j\u00e1 procuraram tanto que nem conseguem mais sair de casa atr\u00e1s de um emprego<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-share\"><\/div>\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--smallest dd-m-alignment--center dd-m-color-assertive\">Escrito por: Marize Muniz<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0da for\u00e7a de trabalho no primeiro trimestre deste ano, de 25%, foi a maior em sete anos em 13 das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o \u2013 26 estados e o Distrito Federal. Isso significa que faltou trabalho para 28,3 milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) divulgada nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o, recorde na s\u00e9rie da Pnad Cont\u00ednua, iniciada em 2012, atinge mais os trabalhadores da Bahia (3,3 milh\u00f5es de pessoas), Minas Gerais (2,9 milh\u00f5es) e Rio de Janeiro (1,8 milh\u00e3o).<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>taxa de desemprego<\/strong><strong>\u00a0d<\/strong>o 1\u00ba trimestre de 2019 tamb\u00e9m aumentou para 12,7%, atingindo 13,4 milh\u00f5es trabalhadores e trabalhadoras. Este foi o maior aumento trimestral desde maio do ano passado (13,3%).<\/p>\n<p>Em 14 das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, a taxa de desemprego cresceu em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior. As maiores foram registradas no Amap\u00e1 (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18%); e as menores taxas foram em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8%), Paran\u00e1 e Rond\u00f4nia (ambos com 8,9%). J\u00e1 em Pernambuco (-1,7 p.p.), Minas Gerais (-1,5 p.p.) e Cear\u00e1 (-1,4 p.p.), a taxa caiu.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Nordeste continua registrando a maior taxa de desemprego do pa\u00eds, apesar da queda em Pernambuco e no Cear\u00e1. Na compara\u00e7\u00e3o anual a taxa recuou no Nordeste (de 15,9% para 15,3%) e Sudeste (de 13,8% para 13,2%).<\/p>\n<p><strong>Subutilizados<\/strong><\/p>\n<p>Subutilizado \u00e9 o grupo que re\u00fane os desempregados, os subocupados com menos de 40 horas semanais e pessoas dispon\u00edveis para trabalhar, mas que n\u00e3o conseguem procurar emprego por motivos diversos.<\/p>\n<p>Neste grupo, a taxa foi a maior dos \u00faltimos sete anos em 13 das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, com destaque para Piau\u00ed (41,6%), Maranh\u00e3o (41,1%), Acre (35%), Para\u00edba (34,3%), Cear\u00e1 (31,9%) e Amazonas (29,2%).<\/p>\n<p>As menores taxas de subutiliza\u00e7\u00e3o foram registradas em Santa Catarina (12,1%), Rio Grande do Sul (15,5%), Mato Grosso (16,5%), e Paran\u00e1 (17,6%). Por\u00e9m, com exce\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul, em todos os outros as taxas foram as mais altas da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o bateu recorde em todas as regi\u00f5es. \u201cAl\u00e9m da taxa, \u00e9 preciso observar a popula\u00e7\u00e3o subutilizada, que \u00e9 recorde em 15 unidades da federa\u00e7\u00e3o, cobrindo metade das regi\u00f5es Norte e Nordeste e quase todo o Sudeste, Sul e Centro-Oeste\u201d, disse ele no Portal da entidade.<\/p>\n<p><strong>Desalentados<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas desalentadas tamb\u00e9m bateu recorde no 1\u00ba trimestre de 2019: 4,8 milh\u00f5es de pessoas de 14 anos ou mais desistiram de procurar emprego, depois de muito tentar uma recoloca\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Desse total, 60,4% (2,9 milh\u00f5es) estavam concentrados no Nordeste, de acordo com o IBGE. Os maiores contingentes de desalentados foram encontrados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranh\u00e3o (561 mil). Os menores, em Roraima (8 mil) e no Amap\u00e1 (15 mil).<\/p>\n<p><strong>Mais mulheres desempregadas<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a Pnad Cont\u00ednua do IBGE, as mulheres eram maioria na popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar no Brasil (52,4%) e tamb\u00e9m a maior parte (52,6%) da popula\u00e7\u00e3o desempregada. Enquanto o desemprego foi, em m\u00e9dia, de 12,7% no pa\u00eds, entre as mulheres a taxa foi de 14,9%. Entre os homens, foi de 10,9%.<\/p>\n<p><strong>Taxa \u00e9 maior entre pretos e pardos<\/strong><\/p>\n<p>A PNAD Continua do IBGE mostrou ainda que a taxa de desemprego dos que se declararam brancos (10,2%) ficou abaixo da m\u00e9dia nacional (12,7%). J\u00e1 a dos pretos &#8211; terminologia oficial da pesquisa do IBGE \u2013 de 16% e a dos pardos de (14,5%) ficaram acima.<\/p>\n<p>No primeiro trimestre de 2019, os pardos representavam 47,9% da popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho, seguidos pelos brancos (42,2%) e pelos pretos (8,9%).<\/p>\n<p><strong>Metodologia da pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>A Pnad Cont\u00ednua \u00e9 realizada em 211.344 casas em cerca de 3.500 munic\u00edpios. O IBGE considera desempregado quem n\u00e3o tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores \u00e0 semana em que os dados foram coletados.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desemprego atinge 13,4 milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras. 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