{"id":6270,"date":"2019-05-20T16:47:29","date_gmt":"2019-05-20T19:47:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=6270"},"modified":"2019-05-20T16:48:12","modified_gmt":"2019-05-20T19:48:12","slug":"prioridades-de-bolsonaro-nao-vao-tirar-o-brasil-da-crise-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/05\/20\/prioridades-de-bolsonaro-nao-vao-tirar-o-brasil-da-crise-economica\/","title":{"rendered":"Prioridades de Bolsonaro n\u00e3o v\u00e3o tirar o Brasil da crise econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Al\u00e9m de desempregadas, as fam\u00edlias brasileiras est\u00e3o endividadas. Levantamento recente mostra que uma em cada cinco fam\u00edlias est\u00e1 inadimplente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O brasileiro m\u00e9dio de 2013 era mais rico do que o brasileiro m\u00e9dio de 2019. J\u00e1 s\u00e3o seis anos que o pa\u00eds empobrece.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Enquanto os economistas tentam entender as raz\u00f5es da trag\u00e9dia brasileira, a pobreza atinge 43 milh\u00f5es de brasileiros.<\/strong><\/p>\n<div class=\"Post-header\" data-reactid=\"67\">\n<div class=\"Post-header-grid\" data-reactid=\"92\">\n<div class=\"Post-header-row\" data-reactid=\"93\">\n<div class=\"Post-header-block\" data-reactid=\"117\">\n<div data-reactid=\"118\">\n<div class=\"Post-title-block\" data-reactid=\"128\">\n<div class=\"PostByline byline\" data-reactid=\"130\">\n<div class=\"PostByline-names\" data-reactid=\"139\"><span data-reactid=\"141\">Alexandre Andrada<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"Post-body\" data-reactid=\"147\">\n<div class=\"Post-content-block-outer\" data-reactid=\"158\">\n<div class=\"GridContainer Post-scroll-container\" data-reactid=\"159\">\n<div class=\"GridRow\" data-reactid=\"160\">\n<div class=\"Post-content-block pt\" data-reactid=\"161\">\n<div class=\"Post-content-block-inner\" data-reactid=\"162\">\n<div class=\"PostContent\" data-reactid=\"165\">\n<div data-reactid=\"166\">\n<p><strong><u>H\u00c1 ALGO DE MUITO ERRADO<\/u>\u00a0com a economia brasileira.<\/strong><\/p>\n<p>De 2014 a 2019, o ritmo m\u00e9dio de nosso crescimento econ\u00f4mico foi de tristes 0,6% ao ano, supondo que a economia cres\u00e7a 1,7% este ano numa proje\u00e7\u00e3o otimista. Como a popula\u00e7\u00e3o brasileira aumenta a uma taxa superior a essa, a renda per capita do pa\u00eds tem encolhido desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Em termos objetivos: o brasileiro m\u00e9dio de 2013 era mais rico do que o brasileiro m\u00e9dio de 2019. J\u00e1 s\u00e3o seis anos que o pa\u00eds empobrece. A possibilidade de que tenhamos uma nova \u201cd\u00e9cada perdida\u201d em termos de crescimento econ\u00f4mico \u00e9 cada vez mais real.<\/p>\n<div class=\"img-wrap align-center width-fixed\">\n<p><a href=\"https:\/\/theintercept.imgix.net\/wp-uploads\/sites\/1\/2019\/05\/Gr%C3%A1fico-1-1558116416.jpg?auto=compress%2Cformat&amp;q=90\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-250626 alignleft\" src=\"https:\/\/theintercept.imgix.net\/wp-uploads\/sites\/1\/2019\/05\/Gr%C3%A1fico-1-1558116416.jpg?auto=compress%2Cformat&amp;q=90&amp;w=440&amp;h=289\" alt=\"Gr\u00e1fico 1. Varia\u00e7\u00e3o do PIB (%)\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"caption\"><strong>Gr\u00e1fico 1. Varia\u00e7\u00e3o do PIB (%)<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: IBGE<\/p>\n<\/div>\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a crise que \u00e9 severa. A retomada ap\u00f3s a queda do PIB em 2015 e 2016 tem sido a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.valor.com.br\/brasil\/6143495\/retomada-e-mais-lenta-da-historia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais lenta da hist\u00f3ria<\/a>. Mas o que est\u00e1 acontecendo com a economia brasileira? Quais s\u00e3o os motivos desse atoleiro?<\/p>\n<p>Vejamos. Os economistas representam a economia, o PIB, a partir da seguinte equa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds = (consumo das fam\u00edlias) + (investimentos privados) + (gastos do governo) + (valor das e xporta\u00e7\u00f5es \u2013 valor das importa\u00e7\u00f5es).\u00a0Se a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 andando de lado, como \u00e9 o caso do Brasil hoje, uma boa sa\u00edda seria aumentar o\u00a0<strong>consumo das fam\u00edlias<\/strong>. Essa \u00e9 a vari\u00e1vel mais importante no c\u00e1lculo do PIB brasileiro, respondendo por 64% do total da demanda do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que as fam\u00edlias n\u00e3o est\u00e3o consumindo porque o desemprego cresceu. Al\u00e9m disso, est\u00e3o endividadas. O gr\u00e1fico abaixo mostra o comportamento do desemprego aberto na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo entre janeiro de 2011 e mar\u00e7o de 2019. Nesse per\u00edodo, o \u00edndice saltou de 10,5% para 16,1%. Em termos pr\u00e1ticos, isso significa um Vale do Anhangaba\u00fa lotado de gente desesperada por uma vaga qualquer.<\/p>\n<div class=\"img-wrap align-center width-fixed\">\n<p><a href=\"https:\/\/theintercept.imgix.net\/wp-uploads\/sites\/1\/2019\/05\/Grafico-2-1558116418.jpg?auto=compress%2Cformat&amp;q=90\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-250628 alignleft\" src=\"https:\/\/theintercept.imgix.net\/wp-uploads\/sites\/1\/2019\/05\/Grafico-2-1558116418.jpg?auto=compress%2Cformat&amp;q=90&amp;w=440&amp;h=289\" alt=\"Gr\u00e1fico 2. Taxa de Desemprego Aberto na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"caption\"><strong>Gr\u00e1fico 2. Taxa de Desemprego Aberto na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: Funda\u00e7\u00e3o SEADE<\/p>\n<\/div>\n<p>O governo Temer prometeu que a reforma trabalhista iria resolver o problema. Uma (menos de) meia verdade.<\/p>\n<p>Ainda que aceite que a reforma foi boa, que moderniza as rela\u00e7\u00f5es de trabalho, que estimula o registro em carteira etc, o fato concreto \u00e9 que o desemprego n\u00e3o cai de maneira significativa porque agora \u00e9 \u201cmais barato contratar e demitir\u201d. O empres\u00e1rio s\u00f3 contrata um trabalhador se ele achar que a mercadoria (ou servi\u00e7o) adicional a ser produzida ser\u00e1 vendida com lucro no futuro. Se o empres\u00e1rio achar que a mercadoria n\u00e3o ser\u00e1 vendida, n\u00e3o h\u00e1 reforma trabalhista que fa\u00e7a o emprego crescer.<\/p>\n<p>Pode o governo liberar a escravid\u00e3o que nem assim haveria \u201ccontrata\u00e7\u00f5es\u201d (note-se que isso \u00e9 um expediente ret\u00f3rico do tipo\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Reductio_ad_absurdum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>reductio ad absurdum<\/em><\/a>, favor n\u00e3o levar tal ideia para Guedes e Bolsonaro).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de desempregadas, as fam\u00edlias brasileiras est\u00e3o endividadas. Levantamento recente mostra que\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/seu-dinheiro\/noticia\/2016\/01\/1-em-cada-5-familias-esta-inadimplente-diz-cnc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma em cada\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/seu-dinheiro\/noticia\/2016\/01\/1-em-cada-5-familias-esta-inadimplente-diz-cnc.html\">cinco<\/a><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/seu-dinheiro\/noticia\/2016\/01\/1-em-cada-5-familias-esta-inadimplente-diz-cnc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0fam\u00edlias est\u00e1 inadimplente<\/a>, isto \u00e9, tem d\u00edvidas em atraso. N\u00e3o h\u00e1, pois, for\u00e7a que fa\u00e7a o consumo das fam\u00edlias ser o motor da recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira no curto prazo. A libera\u00e7\u00e3o de dinheiro do FGTS ou medida similar \u00e9 apenas um balde d\u2019\u00e1gua no inc\u00eandio.<\/p>\n<p>E os\u00a0<strong>investimentos privados<\/strong>? Eles representam algo como 16% do PIB do Brasil. Seriam eles a nossa salva\u00e7\u00e3o? Em economia, \u201cinvestimento\u201d significa, grosso modo, construir uma nova f\u00e1brica ou ampliar uma existente, comprar mais m\u00e1quinas, equipamentos, construir novos galp\u00f5es etc. Ou seja, aumentar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma vari\u00e1vel que, infelizmente, tampouco deve se recuperar em breve. Ao contr\u00e1rio do engodo vendido pelo governo, a reforma da previd\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um fator determinante para os investimentos privados. Empres\u00e1rio n\u00e3o investe olhando para o di\u00e1rio oficial, mas olhando para o mercado consumidor.<\/p>\n<p>Ele s\u00f3 constr\u00f3i uma nova f\u00e1brica se ele achar que conseguir\u00e1 vender com lucro as novas mercadorias que produzir. O gr\u00e1fico abaixo mostra o n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada nas ind\u00fastrias brasileiras entre janeiro de 2011 e mar\u00e7o de 2019.<\/p>\n<p>Essa vari\u00e1vel mede o patamar em que as ind\u00fastrias est\u00e3o operando no pa\u00eds. Se o \u00edndice for de 100%, isso significaria que todas as ind\u00fastrias est\u00e3o operando no seu limite, produzindo o m\u00e1ximo poss\u00edvel de mercadorias. Em mar\u00e7o de 2011, o valor registrado era de 83,3%. Em mar\u00e7o de 2019, esse valor caiu para 76,4%.<\/p>\n<div class=\"img-wrap align-center width-fixed\">\n<p><a href=\"https:\/\/theintercept.imgix.net\/wp-uploads\/sites\/1\/2019\/05\/Grafico-3-1558116420.jpg?auto=compress%2Cformat&amp;q=90\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-250629 alignleft\" src=\"https:\/\/theintercept.imgix.net\/wp-uploads\/sites\/1\/2019\/05\/Grafico-3-1558116420.jpg?auto=compress%2Cformat&amp;q=90&amp;w=440&amp;h=289\" alt=\"Gr\u00e1fico 3. N\u00edvel de Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada das Ind\u00fastrias (valor percentual).\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"caption\"><strong>Gr\u00e1fico 3. N\u00edvel de Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada das Ind\u00fastrias (valor percentual).<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Ind\u00fastrias (CNI)<\/p>\n<\/div>\n<p>Ou seja, as f\u00e1bricas est\u00e3o operando muito abaixo de sua capacidade m\u00e1xima. Ainda que as pessoas voltassem a consumir, o empres\u00e1rio n\u00e3o precisaria construir novas f\u00e1bricas\u00a0ou comprar novas m\u00e1quinas, bastaria aumentar a utiliza\u00e7\u00e3o das f\u00e1bricas e m\u00e1quinas j\u00e1 existentes. N\u00e3o h\u00e1 reforma trabalhista, tribut\u00e1ria ou previdenci\u00e1ria que mude isso no curto prazo.<\/p>\n<p>Outra (menos que) meia verdade vendida na pra\u00e7a nos \u00faltimos anos \u00e9 que faltava \u201cconfian\u00e7a\u201d para os empres\u00e1rios. Voltando\u00a0a \u201cconfian\u00e7a\u201d, voltariam os investimentos. \u201cConfian\u00e7a\u201d, meus caros, n\u00e3o enche o bucho de ningu\u00e9m. Ela \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, mas est\u00e1 longe de ser suficiente. O presidente do Brasil hoje poderia ser Jesus Cristo em carne e osso que nem o mais crist\u00e3o dos empres\u00e1rios investiria por confiar no seu governante.<\/p>\n<p>Talvez, ent\u00e3o, os\u00a0<strong>gastos do governo<\/strong>\u00a0poder\u00e3o nos salvar?<\/p>\n<p>Nos anos 1930, diante de uma crise pior do que a nossa, o economista brit\u00e2nico John M. Keynes viu a luz: se o consumo e o investimento n\u00e3o conseguem reagir por conta pr\u00f3pria, o Estado pode aumentar seus gastos.<\/p>\n<p>Se o governo decide fazer uma estrada, ele ir\u00e1 empregar trabalhadores desocupados. Esses trabalhadores usar\u00e3o seus sal\u00e1rios para consumir arroz, feij\u00e3o, roupas, sapatos, etc. O aumento do consumo far\u00e1 com que os produtores de arroz, feij\u00e3o, roupa, sapatos, contratem mais trabalhadores para produzir mais. Esses trabalhadores contratados pelo setor de arroz, feij\u00e3o, roupas, sapatos usar\u00e3o seus sal\u00e1rios para consumir mais geladeira, televis\u00e3o \u2013 e assim sucessivamente.<\/p>\n<p>O papel do governo na an\u00e1lise de Keynes era, num momento de crise como a atual, tirar o pa\u00eds da in\u00e9rcia. Isso pode ser feito no Brasil de hoje? Muitos economistas dir\u00e3o que n\u00e3o. Poucos dir\u00e3o que sim. O problema \u00e9 que o governo brasileiro est\u00e1 altamente endividado. O gr\u00e1fico abaixo mostra a rela\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida interna l\u00edquida do setor p\u00fablico\u00a0na\u00a0propor\u00e7\u00e3o do PIB, entre janeiro de 2011 e mar\u00e7o de 2019.<\/p>\n<div class=\"img-wrap align-center width-fixed\">\n<p><a href=\"https:\/\/theintercept.imgix.net\/wp-uploads\/sites\/1\/2019\/05\/Grafico-4-1558116422.jpg?auto=compress%2Cformat&amp;q=90\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-250630 alignleft\" src=\"https:\/\/theintercept.imgix.net\/wp-uploads\/sites\/1\/2019\/05\/Grafico-4-1558116422.jpg?auto=compress%2Cformat&amp;q=90&amp;w=440&amp;h=289\" alt=\"Gr\u00e1fico 4. D\u00edvida L\u00edquida do Setor P\u00fablico - % do PIB.\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"caption\"><strong>Gr\u00e1fico 4. D\u00edvida L\u00edquida do Setor P\u00fablico \u2013 % do PIB<\/strong>.<\/p>\n<p>Fonte: Banco Central do Brasil<\/p>\n<\/div>\n<p>Em janeiro de 2011, a d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico equivalia a 42,95% do PIB. Hoje, em mar\u00e7o de 2019, essa rela\u00e7\u00e3o explodiu para 65,04%. Em 2018, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio do setor p\u00fablico (isto \u00e9, as receitas do governo menos os gastos, excluindo pagamento de juros e servi\u00e7os da d\u00edvida p\u00fablica) somou mais de R$ 120 bilh\u00f5es. Para se ter uma ideia, o programa Bolsa Fam\u00edlia consome R$ 30 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Se o governo decidir se endividar mais, \u00e9 prov\u00e1vel que o \u201cmercado\u201d reaja mal, aumente suas expectativas de infla\u00e7\u00e3o, for\u00e7ando o governo aumentar ainda mais os juros. Isso piora ainda mais a situa\u00e7\u00e3o fiscal do estado, que precisa aumentar os gastos com pagamentos de juros e servi\u00e7os da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>No limite, o governo se veria obrigado a dar um calote na d\u00edvida p\u00fablica \u2013 como fez em 1990 no Plano Collor \u2013 ou emitir moeda para pagar as contas, como fez nos anos 1980, gerando infla\u00e7\u00e3o de 2.000% no ano.<\/p>\n<p>Talvez, ent\u00e3o, o\u00a0<strong>com\u00e9rcio exterior<\/strong>\u00a0possa nos salvar. Mais uma vez, infelizmente, a perspectiva \u00e9 desanimadora. Importantes parceiros comerciais do Brasil t\u00eam crescido menos, como a China, para quem vendemos commodities agr\u00edcolas e minerais, ou est\u00e3o em crise profunda, vide caso da Argentina, para quem vendemos produtos industriais.<\/p>\n<p>Enquanto os economistas tentam entender as raz\u00f5es da trag\u00e9dia brasileira,\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2019\/04\/05\/banco-mundial-alerta-para-aumento-da-pobreza-no-brasil.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a pobreza atinge 43 milh\u00f5es de brasileiros<\/a>. Talvez as coisas melhorem no longo prazo. Mas quantos n\u00e3o ter\u00e3o perdido as esperan\u00e7as at\u00e9 l\u00e1?<\/p>\n<p>www.theintercept.com<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de desempregadas, as fam\u00edlias brasileiras est\u00e3o endividadas. Levantamento recente mostra que uma em cada cinco fam\u00edlias est\u00e1 inadimplente. 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