{"id":6391,"date":"2019-05-29T00:09:47","date_gmt":"2019-05-29T03:09:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=6391"},"modified":"2019-05-29T00:09:47","modified_gmt":"2019-05-29T03:09:47","slug":"bancos-cobram-juros-do-cartao-de-credito-iguais-as-de-agiotas-diz-economista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/05\/29\/bancos-cobram-juros-do-cartao-de-credito-iguais-as-de-agiotas-diz-economista\/","title":{"rendered":"Bancos cobram juros do cart\u00e3o de cr\u00e9dito iguais as de agiotas, diz economista"},"content":{"rendered":"<p>As taxas de juros do cr\u00e9dito rotativo cobrada pelas empresas brasileiras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito s\u00e3o as mais caras e abusivas de toda Am\u00e9rica Latina<\/p>\n<p>O famoso cr\u00e9dito rotativo do cart\u00e3o, que existe no mundo inteiro, n\u00e3o existe de verdade no Brasil. As taxas de juros cobradas pelas empresas de cr\u00e9dito brasileiras, se comparadas com os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, s\u00e3o as mais caras e abusivas. Podem ser comparadas com as taxas cobradas por um agiota.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do economista Maur\u00edcio Gutemberg, mestre em economia pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), e foi feita em\u00a0<a href=\"https:\/\/economia.uol.com.br\/colunas\/2019\/05\/24\/comparacao-de-juros-brasil-e-america-latina.htm\">artigo publicado no\u00a0<em>Portal UOL<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Com a infla\u00e7\u00e3o acumulada de 4,9%, a taxa m\u00e9dia cobrada no cart\u00e3o de cr\u00e9dito em mar\u00e7o de 2019 foi de 299,5% ou o equivalente a 280,8% em termos reais. Essa linha de cr\u00e9dito \u00e9 usada por quem atrasa o pagamento da fatura do cart\u00e3o ou n\u00e3o paga o valor integral por mais de 30 dias.<\/p>\n<p>\u201cAssim\u201d, diz o economista no artigo, \u201cn\u00e3o podemos dizer que exista cr\u00e9dito rotativo no cart\u00e3o de cr\u00e9dito no Brasil. Parece ser palavr\u00e3o dizer que, eventualmente, \u00e9 necess\u00e1rio parcelar uma d\u00edvida de consumo sem grande complica\u00e7\u00e3o, como ocorre em qualquer lugar do mundo civilizado\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>S\u00e3o taxas s\u00f3 compar\u00e1veis \u00e0 agiotagem, mas cobradas por bancos e empresas financeiras reguladas pelo Banco Central do Brasil<\/p>\n<footer>&#8211; Maur\u00edcio Gutemberg<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p>No artigo, o economista apresenta levantamento que fez mostrando que, nos Estados Unidos, 29% das faturas do cart\u00e3o de cr\u00e9dito s\u00e3o pagas \u00e0 vista, o que significa que 70,9% est\u00e3o no cr\u00e9dito rotativo. O montante representa US$ 1,1 trilh\u00e3o ou 5,1% do PIB (Produto Interno Bruto) e a inadimpl\u00eancia atual \u00e9 de 2,74%, sendo que a m\u00e1xima hist\u00f3rica foi de 3,68%.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, explica ele, onde a taxa de inadimpl\u00eancia (5,3%) \u00e9 muito pr\u00f3xima \u00e0 brasileira (5,8%), o cr\u00e9dito rotativo tamb\u00e9m \u00e9 a op\u00e7\u00e3o da maioria, correspondendo a 71,1% das faturas.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Brasil, devido \u00e0s taxas abusivas, a l\u00f3gica \u00e9 inversa. A popula\u00e7\u00e3o prefere consumir menos a ter de entrar no cr\u00e9dito rotativo. Enquanto apenas 21,5% recorrem ao rotativo, a maioria (78,5%) prefere pagar a fatura \u00e0 vista.<\/p>\n<p>\u201cParece ser uma ofensa a pessoa f\u00edsica parcelar um pagamento, e parece que a sociedade d\u00e1 carta branca para serem cobradas taxas abusivas sem nenhum par\u00e2metro razo\u00e1vel. Tanto que n\u00e3o existe muita diferen\u00e7a do que \u00e9 cobrado de quem decide parcelar o cart\u00e3o e do inadimplente que simplesmente deixa de pagar integralmente o valor devido\u201d, avalia Gutemberg no texto exclusivo para o UOL.<\/p>\n<p>Segundo o economista, se considerar que a maior parte dos cart\u00f5es de cr\u00e9dito \u00e9 emitida pelos bancos que conhecem o hist\u00f3rico de gastos dos clientes e que, por isso, h\u00e1 limites de cr\u00e9dito a utilizar no m\u00eas, os bancos deveriam cobrar taxas razo\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cQualquer consumidor que conscientemente recorre ao cr\u00e9dito rotativo, parcelando o pagamento na taxa acordada, est\u00e1 assumindo que, com grande probabilidade, estar\u00e1 inadimplente num per\u00edodo de tempo bastante curto\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Compare o levantamento do economista com as taxas de juros do rotativo cobradas no Brasil e nos demais pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina:<\/strong><\/p>\n<p><a class=\"dd-lightbox\" href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/CUT_Brasil\/tabela_rotativo_cartao-credito_economista%20gutemberg.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadsckcut-brasiltabela-rot-650x397xfit-19de7.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"397\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As taxas de juros do cr\u00e9dito rotativo cobrada pelas empresas brasileiras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito s\u00e3o as mais caras e abusivas de toda Am\u00e9rica Latina O famoso cr\u00e9dito rotativo do cart\u00e3o, que existe no mundo inteiro, n\u00e3o existe de verdade no Brasil. 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