{"id":6738,"date":"2019-06-17T15:45:21","date_gmt":"2019-06-17T18:45:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=6738"},"modified":"2019-06-17T15:45:21","modified_gmt":"2019-06-17T18:45:21","slug":"desigualdade-aumenta-renda-dos-mais-pobres-caiu-quase-40","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/06\/17\/desigualdade-aumenta-renda-dos-mais-pobres-caiu-quase-40\/","title":{"rendered":"Desigualdade aumenta. Renda dos mais pobres caiu quase 40%"},"content":{"rendered":"<p>Ao mesmo tempo, segmento dos 10% mais ricos acumula 3,3% a mais da renda do trabalho, concentrando 52% de toda renda produzida<\/p>\n<p>De 2014 a 2019, os 10% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o elevaram de 49% para 52% a fatia da renda do trabalho, no Brasil, apesar da crise econ\u00f4mica vivida pelo pa\u00eds. Por outro lado, os 50% mais pobres, que antes da crise ficavam com 5,74% da renda do trabalho, viram esse percentual cair para apenas 3,5%, no primeiro trimestre, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (Ibre-FGV) divulgado hoje pelo jornal El Pais Brasil.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, ap\u00f3s o per\u00edodo de recess\u00e3o, quando o Produto Interno Bruto (PIB) caiu cerca de 9%, entre 2014 e 2016, os 10% mais ricos j\u00e1 acumularam crescimento na renda de 3,3%, se tornando mais ricos que antes da crise. Ao mesmo tempo, os 50% mais pobres perderam 20% da renda no per\u00edodo p\u00f3s-recess\u00e3o, agravando o quadro de desigualdade.<\/p>\n<p>O total de desempregados atingiu 13,177 milh\u00f5es, em abril, segundo o IBGE. J\u00e1 o PIB, soma das riquezas do pa\u00eds, recuou 0,2%, nos primeiros tr\u00eas meses do governo Bolsonaro, em rela\u00e7\u00e3o ao final de 2018. Com queda na produ\u00e7\u00e3o, concentra\u00e7\u00e3o de renda e sem trabalho, o n\u00famero de fam\u00edlias endividadas no Brasil j\u00e1 chega a 63,4%, maio, com aumento de 4,4% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Devido a essas flutua\u00e7\u00f5es, o \u00edndice Gini, que mede a desigualdade de renda nos pa\u00edses, registrou o valor de 0,6257 para mar\u00e7o de 2019. \u00c9 a pior marca desde 2012, quando o \u00edndice passou a ser medido com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, do IBGE. De 0 a 1, quanto maior o Gini, mais desigual \u00e9 uma sociedade.<\/p>\n<p>Antes de ser medida pena Pnad Cont\u00ednua, o \u00edndice registrou longa trajet\u00f3ria de queda, desde 1990, quando beirava 0,75, para pouco acima de 0,68, em 2010. Pela s\u00e9rie nova, atingiu o valor mais baixo, de 0,6017, em mar\u00e7o de 2015, quando come\u00e7ou a subir, devido ao aumento na concentra\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador Daniel Duque (Ibre-FGV), os mais pobres sentem mais os impactos da crise, e de maneira mais prolongada, devido \u00e0 falta de din\u00e2mica no mercado de trabalho. \u201cH\u00e1 menos empresas contratando e demandando trabalho, ao passo que h\u00e1 mais pessoas procurando. Essa din\u00e2mica refor\u00e7a a posi\u00e7\u00e3o social relativa de cada um\u201d, diz Duque, na reportagem.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao mesmo tempo, segmento dos 10% mais ricos acumula 3,3% a mais da renda do trabalho, concentrando 52% de toda renda produzida De 2014 a 2019, os 10% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o elevaram de 49% para 52% a fatia da renda do trabalho, no Brasil, apesar da crise econ\u00f4mica vivida pelo pa\u00eds. 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