{"id":6759,"date":"2019-06-19T14:58:21","date_gmt":"2019-06-19T17:58:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=6759"},"modified":"2019-06-19T14:58:21","modified_gmt":"2019-06-19T17:58:21","slug":"oit-pede-que-brasil-volte-a-examinar-impacto-da-reforma-trabalhista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/06\/19\/oit-pede-que-brasil-volte-a-examinar-impacto-da-reforma-trabalhista\/","title":{"rendered":"OIT pede que Brasil volte a examinar impacto da reforma trabalhista"},"content":{"rendered":"<p><strong>Brasil respondeu com uma amea\u00e7a e dizendo que entidade precisa ser reformada<\/strong><\/p>\n<p>GENEBRA \u2013 A OIT pediu ao governo brasileiro para que fa\u00e7a um exame do impacto da reforma trabalhista de 2017 e que adote eventuais mudan\u00e7as, se necess\u00e1rio. A entidade tamb\u00e9m recomendou que, em coordena\u00e7\u00e3o com trabalhadores e empregadores, o governo prepara um informe para ser apresentado aos peritos da entidade internacional.<\/p>\n<p>Esses foram os resultados da avalia\u00e7\u00e3o realizada pela entidade e que, em resumo, pede que o governo retome o di\u00e1logo com os atores sociais e sindicatos sobre a reforma trabalhista, questionada.<\/p>\n<p>A entidade examinava as suspeitas de que o Brasil teria violado direitos dos trabalhadores ao aprovar as reformas. Na semana passada, o blog revelou que o Brasil entrara na &#8220;lista suja&#8221; de 24 pa\u00edses que s\u00e3o examinados por suspeitas de desrespeitar as conven\u00e7\u00f5es internacionais do trabalho. No centro do debate est\u00e1 a Conven\u00e7\u00e3o 98 da OIT, viola\u00e7\u00f5es sobre negocia\u00e7\u00f5es coletivas e, claro, a reforma trabalhista de 2017.<\/p>\n<p>No texto, o Comit\u00ea de Padr\u00f5es da OIT recomenda ao governo que &#8220;continue a examinar, em coopera\u00e7\u00e3o e consultas com as organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores e empregadores, o impacto da reforma e que decida, se necess\u00e1rio, adapta\u00e7\u00f5es apropriadas&#8221;.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea ainda sugere que o governo &#8220;prepare, em consultas com empregadores e trabalhadores, um informe a ser submetido&#8221; \u00e0 OIT.<\/p>\n<p><strong>Amea\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Bruno Dalcolmo, secret\u00e1rio do Trabalho, respondeu com um discurso que foi interpretado como uma amea\u00e7a por parte de representantes da OIT em Genebra. Segundo ele, essa conclus\u00e3o mostra &#8220;como \u00e9 urgente&#8221; uma reforma do sistema. Sua principais queixa \u00e9 de que as decis\u00f5es sobre governos s\u00e3o tomados por trabalhadores e empregadores, sem o envolvimento das autoridades.<\/p>\n<p>&#8220;Nenhum outro sistema da fam\u00edlia da ONU \u00e9 t\u00e3o fora de contato com a realidade como esse&#8221;, acusou. Ele ainda disse que o Comit\u00ea da OIT n\u00e3o \u00e9 &#8220;democr\u00e1tico, transparente e nem imparcial&#8221;, e insistiu que seu trabalho n\u00e3o seria s\u00f3lido.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio ainda destacou como houve um n\u00famero maior de apoio ao Brasil que aqueles que o questionam e insistiu que o sistema \u00e9 &#8220;importante demais para ser deixado \u00e0 press\u00e3o pol\u00edtica&#8221;.<\/p>\n<p>Numa frase que soou como uma amea\u00e7a, o secret\u00e1rio deixou claro que &#8220;h\u00e1 limites&#8221; para a participa\u00e7\u00e3o do Brasil se o di\u00e1logo n\u00e3o for estabelecido. E ainda completou: se tal sistema continuar, o governo se reserva o direito de manter &#8220;todas as op\u00e7\u00f5es&#8221; sobre a mesa.<\/p>\n<p>Na diplomacia, essa frase \u00e9 usada quando um governo quer dar um recado de que poderia romper com a organiza\u00e7\u00e3o ou pelo menos sair de alguns de seus mecanismos.<\/p>\n<p>J\u00e1 fora da sala de reuni\u00f5es, o secret\u00e1rio ouviu de interlocutores sugest\u00f5es sobre como o governo deveria organizar consultas p\u00fablicas com atores sociais. Mas tamb\u00e9m deixou claro que o governo n\u00e3o teria qualquer inten\u00e7\u00e3o de rever medidas adotadas e a estrat\u00e9gia \u00e9 a de implementar a reforma de 2017, nas diferentes normativas.<\/p>\n<p>Ao terminar o encontro e questionado por jornalistas, Dalcolmo negou que tenha feito uma amea\u00e7a. &#8220;N\u00e3o avaliamos sair da OIT e de um comit\u00ea&#8221;, garantiu. &#8220;O que temos questionado a OIT \u00e9 em seu sistema de supervis\u00e3o&#8221;, explicou. &#8220;N\u00f3s vamos sempre cooperar com a organiza\u00e7\u00e3o&#8221;, insistiu.<\/p>\n<p>Ao ser perguntado sobre o que significaria a frase que ele leu sobre o fato de &#8220;todas as op\u00e7\u00f5es estarem sobre a mesa&#8221;, ele n\u00e3o explicou. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o temos um posicionamento neste momento. Entendemos que ouve um grande avan\u00e7o na forma com a OIT tratou o Brasil. e a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 natural na discuss\u00e3o de pol\u00edtica p\u00fablicas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Lisboa, secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da CUT, afirmou que o discurso e a amea\u00e7a havia sido &#8220;um blefe&#8221;. &#8220;Por mais que eles queiram, n\u00e3o v\u00e3o sair&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;O governo vem fazendo, desde o ano passado, \u00e9 um ataque sem precedentes ao multilateralismo e ao OIT. O que querem? voltar a per\u00edodo antes da guerra?&#8221;, questionou.<\/p>\n<p>O representante da CUT concluiu que a recomenda\u00e7\u00e3o da OIT n\u00e3o \u00e9 satisfat\u00f3ria, j\u00e1 que uma das op\u00e7\u00f5es poderia ter sido a de pedir que o Brasil adaptasse suas leis ou mesmo declarasse a reforma como uma viola\u00e7\u00e3o das conven\u00e7\u00f5es. &#8220;Mas ela refor\u00e7a o que tanto os trabalhadores como o comit\u00ea de peritos disseram: n\u00e3o houve dialogo social para aprova\u00e7\u00e3o da lei e fere conven\u00e7\u00e3o 98&#8221;.<\/p>\n<p>Para o sindicato, o que a OIT fez foi manter o Brasil no alvo de um exame internacional.<\/p>\n<p>www.jamilchade.blogosfera.uol.com.br\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil respondeu com uma amea\u00e7a e dizendo que entidade precisa ser reformada GENEBRA \u2013 A OIT pediu ao governo brasileiro para que fa\u00e7a um exame do impacto da reforma trabalhista de 2017 e que adote eventuais mudan\u00e7as, se necess\u00e1rio. 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