{"id":7198,"date":"2019-07-10T15:08:24","date_gmt":"2019-07-10T18:08:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=7198"},"modified":"2019-07-10T15:08:24","modified_gmt":"2019-07-10T18:08:24","slug":"onu-brasil-tem-a-segunda-maior-taxa-de-homicidios-da-america-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/07\/10\/onu-brasil-tem-a-segunda-maior-taxa-de-homicidios-da-america-do-sul\/","title":{"rendered":"ONU: Brasil tem a segunda maior taxa de homic\u00eddios da Am\u00e9rica do Sul"},"content":{"rendered":"<div class=\"field field-name-field-news-topics field-type-entityreference field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">Paz e seguran\u00e7a<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-news-story-lead field-type-text-long field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>Timor-Leste ocupou posi\u00e7\u00e3o similar no Sudeste Asi\u00e1tico em 2017; estudo aponta que n\u00famero de pessoas assassinadas est\u00e1 80% acima dos mortos em conflitos armados; mulheres s\u00e3o mais frequentemente assassinadas por familiares e parceiros \u00edntimos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Cerca de 464 mil pessoas foram v\u00edtimas de homic\u00eddios em 2017, anunciaram esta segunda-feira as Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas assassinadas supera de longe os 89 mil mortos em conflitos armados nesse per\u00edodo, de acordo com o Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-un_news_default type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" title=\"Estudo Global sobre Homic\u00eddios 2019 destaca que o crime organizado foi respons\u00e1vel por at\u00e9 19% de todos os homic\u00eddios em 2017. \" src=\"https:\/\/global.unitednations.entermediadb.net\/assets\/mediadb\/services\/module\/asset\/downloads\/preset\/assets\/2017\/02\/26760\/image560x340cropped.jpg\" width=\"560px\" height=\"315px\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Estudo Global sobre Homic\u00eddios 2019 destaca que o crime organizado foi respons\u00e1vel por at\u00e9 19% de todos os homic\u00eddios em 2017. Foto:\u00a0Alessandro Scotti\/UNODC<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3><strong>Crime Organizado<\/strong><\/h3>\n<p>A ag\u00eancia lan\u00e7ou o Estudo Global sobre Homic\u00eddios 2019, em Viena e Nova Iorque, destacando que o crime organizado foi respons\u00e1vel por at\u00e9 19% de todos os homic\u00eddios em 2017.<\/p>\n<p>Essa pr\u00e1tica causou a morte do maior n\u00famero de pessoas que foi registrado em todos os conflitos armados do mundo desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o das Am\u00e9ricas registra 17,2 mortes em cada 100 mil habitantes, a taxa mais alta registrada na regi\u00e3o desde que \u200b\u200bcome\u00e7aram os registros confi\u00e1veis em 1990. \u00a0O Brasil tem a taxa de 30,5 homic\u00eddios a cada 100.000, a segunda maior da regi\u00e3o da am\u00e9rica do Sul depois da Venezuela com 56.<\/p>\n<p>Em valores absolutos, cerca de 1,2 milh\u00e3o de pessoas perderam a vida por homic\u00eddio doloso no Brasil entre 1991 e 2017.<\/p>\n<h3><strong>Interven\u00e7\u00f5es Locais\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p>O relat\u00f3rio destaca que interven\u00e7\u00f5es locais podem ajudar a reduzir o crime, com exemplos positivos em territ\u00f3rio brasileiro que incluem s\u00e3o em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Nessas \u00e1reas foram implementadas medidas direcionadas de preven\u00e7\u00e3o do crime que visam explicitamente lugares, pessoas e momentos associados a uma alta concentra\u00e7\u00e3o de crimes.<\/p>\n<p>Em todo o pa\u00eds, o homic\u00eddio de for\u00e7as policiais foi em m\u00e9dia de 14,9 por cada 100 mil habitantes. O pa\u00eds, ao lado do Peru e do Uruguai, destaca-se com aumentos substanciais de cerca de um ter\u00e7o de crimes desse tipo.<\/p>\n<p>As pris\u00f5es do Brasil tamb\u00e9m s\u00e3o apontadas como consideravelmente as mais perigosas da regi\u00e3o em termos de pr\u00e1tica de homic\u00eddios, assim como El Salvador e Col\u00f4mbia.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-un_news_full_width type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><picture><source srcset=\"https:\/\/global.unitednations.entermediadb.net\/assets\/mediadb\/services\/module\/asset\/downloads\/preset\/assets\/2014\/05\/19120\/image300x180cropped.jpg\" media=\"(max-width : 480px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/global.unitednations.entermediadb.net\/assets\/mediadb\/services\/module\/asset\/downloads\/preset\/assets\/2014\/05\/19120\/image770x420cropped.jpg\" media=\"(max-width : 768px)\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive\" title=\"Timor-Leste tem a segunda maior taxa do sudeste asi\u00e1tico. \" src=\"https:\/\/global.unitednations.entermediadb.net\/assets\/mediadb\/services\/module\/asset\/downloads\/preset\/assets\/2014\/05\/19120\/image1170x530cropped.jpg\" width=\"632\" height=\"284\" \/><\/picture>\n<div class=\"field-name-field-scald-photo-credit field field-name-scald-authors field-type-taxonomy-term-reference field-label-hidden\"><span class=\"un-news-full-width scald-credit\">ONU\/Martine Perret<\/span><\/div>\n<div class=\"field-name-field-scald-photo-caption field field-name-field-title field-type-text field-label-hidden\"><span class=\"un-news-full-width scald-caption\">Timor-Leste tem a segunda maior taxa do sudeste asi\u00e1tico.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3><strong>Timor-Leste<\/strong><\/h3>\n<p>O outro pa\u00eds lus\u00f3fono mencionado no estudo \u00e9 Timor-Leste. Com 3,9 homic\u00eddios em cada 100 mil habitantes, o pa\u00eds tem a segunda maior taxa do sudeste asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>\u00c1frica tamb\u00e9m est\u00e1 acima da taxa global com 13 homic\u00eddios para cada 100 mil habitantes enquanto as taxas na \u00c1sia, na Europa e na Oceania se colocam abaixo da m\u00e9dia global com 2,3, 3,0 e 2,8, cada um.<\/p>\n<p>O estudo revela que assim como acontece nos conflitos armados, o crime organizado desestabiliza os pa\u00edses, mina o desenvolvimento socioecon\u00f4mico e corr\u00f3i o Estado de Direito, destaca o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Em n\u00edvel global, a\u00a0maioria das v\u00edtimas de homic\u00eddio s\u00e3o homens, mas as mulheres s\u00e3o mais frequentemente mortas por familiares e parceiros \u00edntimos.<\/p>\n<h3><strong>Taxas<\/strong><\/h3>\n<p>O diretor executivo do Unodc, Yuri Fedotov, disse que a pesquisa procura lan\u00e7ar luz sobre assassinatos relacionados a g\u00eanero, viol\u00eancia letal de gangues e outros desafios, para apoiar a preven\u00e7\u00e3o e as interven\u00e7\u00f5es para reduzir as taxas de homic\u00eddio.<\/p>\n<p>O representante destaca que \u201cos pa\u00edses se comprometeram com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel para reduzir todas as formas de viol\u00eancia e taxas de mortalidade relacionadas at\u00e9 2030.\u201d<\/p>\n<p>Para Fedotov \u201co relat\u00f3rio oferece exemplos importantes de interven\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias eficazes que ajudaram a melhorar as \u00e1reas atingidas pela viol\u00eancia, as gangues crime organizada.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, as v\u00edtimas de morte violenta como resultado de homic\u00eddio aumentou nos \u00faltimos 25 anos. \u00a0Em 1992, o n\u00famero foi de 395.542 que passou para 464.000 em 2017.<\/p>\n<p><strong>V\u00edtimas<\/strong><\/p>\n<p>Com o aumento r\u00e1pido da popula\u00e7\u00e3o global superior ao aumento registrado nas v\u00edtimas de homic\u00eddio, o risco geral de ser morto em homic\u00eddios diminuiu constantemente.<\/p>\n<p>Houve ainda uma queda da taxa global de homic\u00eddios, de 7,2 v\u00edtimas por 100 mil pessoas em 1992 para 6,1 por cada 100 mil em 2017. O documento defende que essa taxa global m\u00e9dia de homic\u00eddios mascara varia\u00e7\u00f5es regionais dram\u00e1ticas.<\/p>\n<p>www.news.un.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paz e seguran\u00e7a Timor-Leste ocupou posi\u00e7\u00e3o similar no Sudeste Asi\u00e1tico em 2017; estudo aponta que n\u00famero de pessoas assassinadas est\u00e1 80% acima dos mortos em conflitos armados; mulheres s\u00e3o mais frequentemente assassinadas por familiares e parceiros \u00edntimos. Cerca de 464 mil pessoas foram v\u00edtimas de homic\u00eddios em 2017, anunciaram esta segunda-feira as Na\u00e7\u00f5es Unidas. 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