{"id":8129,"date":"2019-08-19T14:21:10","date_gmt":"2019-08-19T17:21:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=8129"},"modified":"2019-08-19T14:21:10","modified_gmt":"2019-08-19T17:21:10","slug":"mais-de-tres-milhoes-de-desempregados-procuram-trabalho-ha-mais-de-dois-anos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/08\/19\/mais-de-tres-milhoes-de-desempregados-procuram-trabalho-ha-mais-de-dois-anos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Mais de tr\u00eas milh\u00f5es de desempregados procuram trabalho h\u00e1 mais de dois anos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>N\u00famero representa 26,2% dos 12,8 milh\u00f5es de brasileiros que estavam desocupados no 2\u00ba trimestre e traduz o crescente desespero das camadas da classe trabalhadora mais afetadas pela crise econ\u00f4mica do capitalismo, agravada pela orienta\u00e7\u00e3o neoliberal do governo. Em um ano, houve acr\u00e9scimo de 196 mil pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o. A estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica provoca a paralisa\u00e7\u00e3o da oferta de postos de trabalho pelas empresas.<\/strong><\/p>\n<p>Dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostram que 3,347 milh\u00f5es de desempregados procuram emprego h\u00e1 pelo menos 2 anos. Esse universo representa 26,2% (cerca de 1 em cada 4) dos desempregados no pa\u00eds no 2\u00ba trimestre.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, esses n\u00fameros s\u00e3o os maiores para um trimestre desde 2012. No 1\u00ba trimestre, eram 3,319 milh\u00f5es de brasileiros nessa situa\u00e7\u00e3o, que representavam 24,8% do total. Em um ano, houve acr\u00e9scimo de 196 mil pessoas (alta de 6,2%) que est\u00e3o \u00e0 procura de emprego h\u00e1 dois anos ou mais.<\/p>\n<p><strong>Dif\u00edcil voltar<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEsse total era de 1,435 milh\u00f5es de pessoas em 2015, um indicador com tend\u00eancia de crescimento em fun\u00e7\u00e3o da dificuldade da inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho a partir do in\u00edcio da crise econ\u00f4mica, em finais de 2014\u201d, destacou o IBGE.<\/p>\n<p>Segundo a analista da PNAD Cont\u00ednua, Adriana Beringuy, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas \u00e0 procura de trabalho em per\u00edodos mais curtos est\u00e1 diminuindo, mas t\u00eam crescido nos mais longos. Ou seja, quanto mais tempo desempregado, mais dif\u00edcil voltar. \u201cParte delas pode ter conseguido emprego, mas outra aumentou seu tempo de procura para os dois anos\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego m\u00e9dia no pa\u00eds recuou para 12% no 2\u00ba trimestre, ante 12,7% no 1\u00ba trimestre, conforme j\u00e1 divulgado anteriormente pelo \u00f3rg\u00e3o, mas ainda atinge 12,8 milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n<p><strong>Desalento em alta<\/strong><\/p>\n<p>Do total de desempregados, a maior fatia (45,6% ou 5,823 milh\u00f5es) procura trabalho h\u00e1 mais de 1 m\u00eas e menos de 1 ano, 1,807 milh\u00e3o (14,2%) h\u00e1 mais de 1 ano e menos de 2 anos e 1,789 milh\u00e3o (14%) h\u00e1 menos de 1 m\u00eas.<\/p>\n<p>O elevado tempo de procura por emprego \u00e9 um dos fatores que ajudam a explicar a alta do n\u00famero de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego). No segundo trimestre, eram 4,9 milh\u00f5es de brasileiros nessa situa\u00e7\u00e3o. Os maiores contingentes de desalentados est\u00e3o na Bahia (766 mil pessoas) e no Maranh\u00e3o (588 mil).<\/p>\n<p><strong>Jovens, mulheres e negros<\/strong><\/p>\n<p>Segundo os n\u00fameros do IBGE, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds ficou em 12% no 2\u00ba trimestre, mas com diferen\u00e7as significativas entre homens (10,3%) e mulheres (14,1%). As mulheres tamb\u00e9m se mantiveram como a maior parte da popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho (64,6%). O n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o dos homens, no Brasil, foi estimado em 64,3% e o das mulheres, em 45,9%.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego daqueles que se declararam brancos ficou em 9,5%, abaixo da m\u00e9dia nacional, enquanto a dos pretos e a dos pardos foi 14,5% e 14%, respectivamente.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise por grau de instru\u00e7\u00e3o, a maior taxa de desemprego \u00e9 entre aqueles com ensino m\u00e9dio incompleto (20,5%). Na sequ\u00eancia, est\u00e3o os trabalhadores com n\u00edvel superior incompleto (14,1%), fundamental completo (13,9%) e ensino m\u00e9dio completo (13,6%). J\u00e1 a menor \u00e9 entre trabalhadores com superior completo (6,1%) e os sem instru\u00e7\u00e3o (8,7%).<\/p>\n<p>\u201cApesar das taxas [do sem instru\u00e7\u00e3o e do superior completo] serem pr\u00f3ximas, a realidade por tr\u00e1s delas \u00e9 bem diferente, principalmente em termos de rendimento e de condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d, destacou a pesquisadora.<\/p>\n<p>As taxas de desocupa\u00e7\u00e3o mais elevadas se referem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o jovem dos grupos et\u00e1rios de 14 a 17 anos (42,2%) e de 18 a 24 anos de idade (25,8%). O maior contingente de desempregados, entretanto, se concentra entre a popula\u00e7\u00e3o de 25 e 39 (34,2%) e jovens de 18 a 24 anos (31,6%).<\/p>\n<p>www.ctb.org.br \/\u00a0Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, no G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00famero representa 26,2% dos 12,8 milh\u00f5es de brasileiros que estavam desocupados no 2\u00ba trimestre e traduz o crescente desespero das camadas da classe trabalhadora mais afetadas pela crise econ\u00f4mica do capitalismo, agravada pela orienta\u00e7\u00e3o neoliberal do governo. Em um ano, houve acr\u00e9scimo de 196 mil pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o. 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