{"id":8345,"date":"2019-08-28T16:28:14","date_gmt":"2019-08-28T19:28:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=8345"},"modified":"2019-08-28T16:28:14","modified_gmt":"2019-08-28T19:28:14","slug":"mais-de-10-milhoes-de-trabalhadores-que-fazem-bico-ganham-menos-que-o-minimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/08\/28\/mais-de-10-milhoes-de-trabalhadores-que-fazem-bico-ganham-menos-que-o-minimo\/","title":{"rendered":"Mais de 10 milh\u00f5es de trabalhadores que fazem bico ganham menos que o m\u00ednimo"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><strong>Levantamento de consultoria mostra que 41,7% dos que trabalham por conta pr\u00f3pria ganham menos do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas. Outros 3,6 milh\u00f5es conseguem R$ 10 reais ao dia<\/strong><\/p>\n<p>Cai por terra a fal\u00e1cia de que com o empreendedorismo, tamb\u00e9m conhecido como bico ou trabalho por conta pr\u00f3pria, os trabalhadores e as trabalhadoras conseguem rendimentos suficientes para sobreviver com dignidade.<\/p>\n<p>Levantamento in\u00e9dito da consultoria IDados, encomendado pelo Valor Econ\u00f4mico, mostra que 10,1 milh\u00f5es de pessoas (41,7%) se viram como podem e sobrevivem com menos de um sal\u00e1rio m\u00ednino, hoje de R$ 998,00, por m\u00eas.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior ainda para outros 15% de trabalhadores \u00a0(3,6 milh\u00f5es), que conseguem rendimentos igual ou inferior a R$ 10 reais por dia, ou R$ 300,00 por m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cA parcela dos chamados \u2018trabalhadores por conta pr\u00f3pria, ou empreendedores\u2019, como os neoliberais gostam de chamar esse tipo de atividade, est\u00e1 na linha da pobreza\u201d, alerta o presidente da CUT, Vagner Freitas, se referindo a renda m\u00ednima mensal de R$ 406,00 que o Banco Mundial considera uma pessoa pobre.<\/p>\n<p><strong>Nordeste, regi\u00e3o mais afetada<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o desses trabalhadores \u00e9 ainda mais cr\u00edtica na Regi\u00e3o Nordeste, onde quatro milh\u00f5es de pessoas \u2013 dois de cada tr\u00eas &#8211; vivem com menos de um sal\u00e1rio m\u00ednimo.\u00a0 Desse total, 2, 4 milh\u00f5es trabalham no campo. Outros 1,3 milh\u00e3o fazem bico em pequenas ind\u00fastrias de baixa tecnologia como confec\u00e7\u00f5es e f\u00e1bricas de sapatos. O restante se divide em segmentos do com\u00e9rcio e de servi\u00e7os, como camel\u00f4s, ambulantes, pedreiros e motoristas.<\/p>\n<p><strong>Reforma trabalhista n\u00e3o diminuiu desemprego<\/strong><\/p>\n<p>Com c\u00e1lculos baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a consultoria concluiu que a precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es do trabalho, ap\u00f3s a nefasta reforma Trabalhista do ileg\u00edtimo Michel Temer (MDB-SP), n\u00e3o resolveu o problema do desemprego.<\/p>\n<p>Segundo o IDados, desde o segundo trimestre de 2017, das 3,6 milh\u00f5es de ocupa\u00e7\u00f5es geradas, quase metade (1,7 milh\u00e3o) foi ocupada por pessoas que passaram a exercer um trabalho por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>A professora de economia da Faculdade Latinoamericana de Ci\u00eancias Sociais (FLACSO) Ana Luiza Matos de Oliveira, diz que esses \u00edndices s\u00e3o um reflexo da crise econ\u00f4mica e da reforma Trabalhista. Segundo ela, o aumento do emprego sem carteira assinada, prec\u00e1rio, sem acesso a direitos e que deixa os trabalhadores desprotegidos em casos de acidentes, sem Seguridade Social, s\u00f3 aumentou a partir de 2017, ano da reforma.<\/p>\n<p>\u201cNo governo Temer o crescimento dos trabalhadores sem carteira assinada e por conta pr\u00f3pria deu o maior salto, porque, com a crise econ\u00f4mica e o aumento do desemprego, as pessoas come\u00e7aram a procurar alternativas de trabalho\u201d, afirma a economista.<\/p>\n<p>Para Ana Luzia, o governo Temer vendeu a reforma Trabalhista como uma forma de gerar empregos formalizados porque baixou o patamar em termos de direitos.<\/p>\n<p>\u201cO que n\u00e3o era considerado formal, passou a ser normal. E o que se v\u00ea hoje, s\u00e3o quatro aplicativos, Uber, Ifood, 99 T\u00e1xi e Rappi como os maiores empregadores do pa\u00eds. Juntos trabalham para eles, sem direitos, quatro milh\u00f5es de pessoas\u201d, conta a economista, que tamb\u00e9m \u00e9 doutora em Desenvolvimento Econ\u00f4mico pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica da Unicamp.<\/p>\n<p><strong>Sem esperan\u00e7a de melhora num futuro pr\u00f3ximo<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Ana Luiza, apesar da leve recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica no Brasil de 2017 e 2018, ela n\u00e3o se refletiu no mercado de emprego. Mas, pode piorar ainda mais neste segundo semestre.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>Com a economia do pa\u00eds patinando, em recess\u00e3o t\u00e9cnica e com \u00edndices negativos de emprego, a perspectiva para um futuro pr\u00f3ximo n\u00e3o \u00e9 nada boa para os trabalhadores\u00a0<\/p>\n<footer>&#8211; Ana Luiza Matos de Oliveira<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo a economista, \u201cos indicadores negativos da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio do pa\u00eds, aliados ao risco de recess\u00e3o global, com pa\u00edses como Estados Unidos e Alemanha revendo seus \u00edndices de crescimento, al\u00e9m da guerra comercial entre China e Estados Unidos, juntos desenham um quadro desanimador para o futuro do emprego e do trabalho. Isto pode trazer s\u00e9rios problemas ao Brasil\u201d.<\/p>\n<p><strong>Confira os n\u00fameros de rendimento informal por estado:<\/strong><\/p>\n<p><strong><a class=\"dd-lightbox\" href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/bico%20por%20estado.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadsckbico20por20estadop-830x540xfit-c63ee.png\" alt=\"\" width=\"830\" height=\"540\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Fonte: IDados<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-share\">\n<div class=\"dd-m-icon__group-icons\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--smallest dd-m-alignment--center\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--smallest dd-m-alignment--center dd-m-color-assertive\"><strong>www.cut.org.br \/ Rosely Rocha<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento de consultoria mostra que 41,7% dos que trabalham por conta pr\u00f3pria ganham menos do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas. Outros 3,6 milh\u00f5es conseguem R$ 10 reais ao dia Cai por terra a fal\u00e1cia de que com o empreendedorismo, tamb\u00e9m conhecido como bico ou trabalho por conta pr\u00f3pria, os trabalhadores e as trabalhadoras conseguem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8346,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[55],"class_list":["post-8345","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-desemprego"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8345","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8345"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8345\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8347,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8345\/revisions\/8347"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}