{"id":8559,"date":"2019-09-09T15:26:13","date_gmt":"2019-09-09T18:26:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=8559"},"modified":"2019-09-09T15:26:13","modified_gmt":"2019-09-09T18:26:13","slug":"70-milhoes-de-brasileiros-sao-pobres-ou-extremamente-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/09\/09\/70-milhoes-de-brasileiros-sao-pobres-ou-extremamente-pobres\/","title":{"rendered":"70 milh\u00f5es de brasileiros s\u00e3o pobres ou extremamente pobres"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><strong>Depois que os programas de combate a pobreza criados por Lula come\u00e7aram a ser enxugados ou extintos, o n\u00famero de pessoas pobres subiu de 52,8 milh\u00f5es para mais de 54 milh\u00f5es.\u00a0A pobreza vem crescendo desde 2015, quando teve in\u00edcio a gest\u00e3o do golpe que derrubou a ex-presidenta Dilma Rousseff no ano seguinte.\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-share\">\n<div class=\"dd-m-icon__group-icons\">\n<p>Os\u00a0programas de combate \u00e0 pobreza criados na gest\u00e3o do ex-presidente Lula reduziram o percentual de pessoas pobres no Brasil para 25,7%, em 2016. Em 2017, o percentual subiu para 26,5%. Em n\u00fameros absolutos, o contingente aumentou de 52,8 milh\u00f5es para 54,8 milh\u00f5es de pessoas, no per\u00edodo. J\u00e1 na extrema pobreza, eram 13,5 milh\u00f5es de pessoas em 2016 (6,6%). Em 2017, aumentou para 15,2 milh\u00f5es (7,4%). Ao todo, s\u00e3o 70 milh\u00f5es de brasileiros vivendo na pobreza e na extrema pobreza.<\/p>\n<p>A estimativa \u00e9 do economista Francisco Menezes, a partir de dados da S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgados em dezembro de 2018, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que levou em considera\u00e7\u00e3o a linha tra\u00e7ada pelo Banco Mundial sobre o rendimento de pessoas pobres e em extrema pobreza, de R$ 406,00 \/ m\u00eas e R$ 140,00\/ m\u00eas, respectivamente.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>Em apenas tr\u00eas anos perdemos o que foi constru\u00eddo em 12 anos para combater extrema pobreza e perdemos a constru\u00e7\u00e3o de oito anos de combate \u00e0 pobreza<\/p>\n<footer>&#8211; Francisco Menezes<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p>O economista, que \u00e9 um dos coordenadores da equipe t\u00e9cnica do Instituto Brasileiro de An\u00e1lises Sociais e Econ\u00f4micas (Ibase), afirma\u00a0ainda que a extrema pobreza tem tido um processo mais acelerado do que a pobreza, em boa parte causada pelo desemprego, j\u00e1 que milh\u00f5es de fam\u00edlias perderam toda a sua fonte de renda num curto per\u00edodo.<\/p>\n<p>Para ele, a pol\u00edtica adotada pelo il\u00e9gitimo Michel Temer (MDB- SP), que continua com Jair Bolsonaro (PSL), de enfrentamento da crise econ\u00f4mica com pol\u00edticas de arrocho, congelamento de gastos e extin\u00e7\u00e3o de programas sociais, penaliza os mais pobres.<\/p>\n<p>\u201cTemos a Emenda 95, que congelou por 20 anos os investimentos p\u00fablicos, a reforma Trabalhista que n\u00e3o gerou os empregos prometidos, que s\u00f3 retirou direitos e prote\u00e7\u00e3o social; a possibilidade de aprovar uma reforma da Previd\u00eancia, tamb\u00e9m prejudicial aos trabalhadores, e o desmonte de pol\u00edticas p\u00fablicas sociais como as de seguran\u00e7a alimentar e nutricional. Tudo isso n\u00e3o provoca crescimento econ\u00f4mico e joga a popula\u00e7\u00e3o na mis\u00e9ria\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com o economista, ao pesquisar a fome, encontra-se fam\u00edlias que continuam nesta condi\u00e7\u00e3o e foram exclu\u00eddas indevidamente do Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cO governo se vangloria de combater a fraude no programa, mas na verdade est\u00e1 excluindo milhares de fam\u00edlias sem nenhum cuidado, deixando toda uma camada da popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel\u201d, critica.<\/p>\n<p>Francisco conta que programas exitosos de enfrentamento de problemas sociais est\u00e3o sendo desmontados, com or\u00e7amentos quase zerados como o de aquisi\u00e7\u00e3o de alimentos da agricultura familiar e o programa de cisterna do semi\u00e1rido, premiado no mundo.<\/p>\n<p>\u201cMeu diagn\u00f3stico \u00e9 que essas pr\u00e1ticas adotadas de cortes no or\u00e7amento social v\u00e3o agravar cada vez mais a situa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mais pobre. Infelizmente, este governo em vez de ter pol\u00edticas voltadas para o povo prefere defender o capital financeiro\u201c.<\/p>\n<p><strong>A pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>As estimativas do n\u00famero de pessoas em condi\u00e7\u00e3o de pobreza e extrema pobreza no Brasil s\u00e3o feitas atrav\u00e9s do estabelecimento de patamares de renda domiciliar per capita.<\/p>\n<p>O levantamento utilizou como fonte os dados divulgados pelo IBGE da Pesquisa Nacional de Amostra por Domic\u00edlios (PNAD), at\u00e9 2012, e da Pesquisa Nacional de Amostra por Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD-C), em seu m\u00f3dulo Renda.<\/p>\n<p>O \u00faltimo m\u00f3dulo da PNAD-C foi divulgado em abril de 2018, quando foram\u00a0 apresentados os dados referentes ao ano de 2017.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social (MDS) trabalhava com linhas de pobreza e extrema pobreza referenciados nos patamares estabelecidos para o Programa Bolsa Fam\u00edlia em junho de 2011, quando era considerada extremamente pobre a pessoa com renda mensal igual ou menor do que R$ 70,00 e em condi\u00e7\u00e3o de pobreza aquelas com renda mensal maior do que R$ 70,00 e at\u00e9 R$ 140,00.<\/p>\n<p>Seguindo esses patamares e realizando a devida corre\u00e7\u00e3o (deflacionados\/inflacionados pelo INPC para os meses de refer\u00eancia de coleta da PNAD) estimou-se a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza e extrema pobreza no per\u00edodo de 1992 at\u00e9 2017<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/70-milhoes-de-brasileiros-sao-pobres-ou-extremamente-pobres-80ca#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>\u00a0(Gr\u00e1fico abaixo).<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00fameros que seguem as linhas do MDS e as agora adotadas pelo IBGE sobre os mesmos dados divergem, como seria de se esperar, mas a tend\u00eancia de crescimento da pobreza e da extrema pobreza confirma-se. O grupo mais pobre cresceu mais acentuadamente desde 2015, inclusive ultrapassando o grupo considerado pobre, em 2017\u201d, afirma o economista.<\/p>\n<p><a class=\"dd-lightbox\" href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/graficomis%C3%A9ria.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadsckgraficomisc3a9riap-527x364xfit-0e0cf.png\" alt=\"\" width=\"527\" height=\"364\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/70-milhoes-de-brasileiros-sao-pobres-ou-extremamente-pobres-80ca#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a>\u00a0Em 2017, a linha de extrema pobreza corrigida tinha como patamar o valor de R$ 102,44 e da pobreza o valor de R$ 204,88<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--smallest dd-m-alignment--center\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--smallest dd-m-alignment--center dd-m-color-assertive\"><strong>www.cut.org.br \/ Rosely Rocha<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois que os programas de combate a pobreza criados por Lula come\u00e7aram a ser enxugados ou extintos, o n\u00famero de pessoas pobres subiu de 52,8 milh\u00f5es para mais de 54 milh\u00f5es.\u00a0A pobreza vem crescendo desde 2015, quando teve in\u00edcio a gest\u00e3o do golpe que derrubou a ex-presidenta Dilma Rousseff no ano seguinte.\u00a0 Os\u00a0programas de combate [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8560,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[61,83],"class_list":["post-8559","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-desigualdade-social","tag-pobreza"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8559"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8559\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8561,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8559\/revisions\/8561"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8560"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}