{"id":9436,"date":"2019-10-16T15:14:53","date_gmt":"2019-10-16T18:14:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=9436"},"modified":"2019-10-16T15:14:53","modified_gmt":"2019-10-16T18:14:53","slug":"minimo-sem-aumento-real-empobrece-trabalhador-e-tira-r-7-bi-da-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/10\/16\/minimo-sem-aumento-real-empobrece-trabalhador-e-tira-r-7-bi-da-economia\/","title":{"rendered":"M\u00ednimo sem aumento real empobrece trabalhador e tira R$ 7 bi da economia"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><strong>Bolsonaro acaba com pol\u00edtica de reajustes acima da infla\u00e7\u00e3o que desde 2004 vem elevando padr\u00e3o de renda dos mais pobres<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-share\">\n<div class=\"dd-m-icon__group-icons\">Escrito por: Juca Guimar\u00e3es, Brasil de Fato | S\u00e3o Paulo (SP<\/div>\n<div>\n<p>Em 2020, pela primeira vez em 17 anos o sal\u00e1rio m\u00ednimo ser\u00e1 reajustado apenas pela infla\u00e7\u00e3o, sem aumento real. A decis\u00e3o do presidente Jair Bolsonaro (PSL) joga no lixo uma pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo que n\u00e3o s\u00f3 elevou o padr\u00e3o de renda de trabalhadores e aposentados, como teve papel central na sustenta\u00e7\u00e3o da economia do pa\u00eds desde 2004, quando o ent\u00e3o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva deu in\u00edcio aos reajustes acima da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa pol\u00edtica seria consolidada em 2006, com a regra de aumento pela infla\u00e7\u00e3o do ano anterior mais a varia\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Se aplicada em 2020, al\u00e9m do reajuste inflacion\u00e1rio, os 48 milh\u00f5es de brasileiros que recebem sal\u00e1rios e aposentadorias referenciados no m\u00ednimo teriam mais 1,1% de aumento pelo PIB de 2018 \u2013 o que daria cerca de R$ 7 bilh\u00f5es a mais circulado na economia.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma quest\u00e3o estrat\u00e9gica promover o desenvolvimento atrav\u00e9s da difus\u00e3o do consumo, atrav\u00e9s do est\u00edmulo ao mercado interno. Sem esse est\u00edmulo, a gente tem uma economia cada vez mais dependente do exterior e isso, obviamente, tende a comprometer ainda mais o potencial do Brasil de sair desse quadro recessivo que j\u00e1 dura cinco anos\u201d, afirma o economista M\u00e1rcio Pochmann, da Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo.<\/p>\n<p>A valoriza\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo, com aumento real, \u00e9 pe\u00e7a-chave do desenvolvimento e da recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira por meio das chamadas medidas antic\u00edclicas, como uma esp\u00e9cie de blindagem da economia para as varia\u00e7\u00f5es e crises externas, segundo explica Arthur Henrique da Silva, ex-presidente da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) entre 2006 e 2012.<\/p>\n<p>\u201cPol\u00edticas antic\u00edclicas, que s\u00e3o importantes do ponto de vista econ\u00f4mico, para que aconte\u00e7a o desenvolvimento econ\u00f4mico local, t\u00eam tudo a ver com o sal\u00e1rio m\u00ednimo, ainda mais se levar em considera\u00e7\u00e3o que no Brasil 70% da popula\u00e7\u00e3o recebe at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos. A\u00ed falando de trabalhadores, informais, aposentados e pensionistas\u201d, disse.<\/p>\n<p>A ideia de valoriza\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo surgiu entre 2003 e 2004, e ganhou for\u00e7a com uma s\u00e9rie de marchas realizadas pelas centrais sindicais at\u00e9 Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cA primeira foi em 2004 e andamos 40 quil\u00f4metros. Era dezembro, porque tinha que garantir o espa\u00e7o no Or\u00e7amento do ano seguinte. Essa primeira marcha teve uma resposta do governo interessante porque n\u00f3s ganhamos uma opini\u00e3o de maioria dentro do governo, porque tinha gente que era contra, o pessoal da \u00e1rea financeira dizendo que ia dar problemas. Conseguimos o aumento para R$ 300, que era oito pontos acima da infla\u00e7\u00e3o\u201d, lembra Arthur Henrique.<\/p>\n<p>O piso de R$ 300 passou a valer em maio de 2005. O valor anterior era de R$ 260. Esse foi o pontap\u00e9 inicial para um dos pontos mais importantes no conjunto de pol\u00edticas p\u00fablicas do governo brasileiro \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>Segundo M\u00e1rcio Pochmann, a pol\u00edtica teve impacto na economia como um todo, ajudando a manter a popula\u00e7\u00e3o com renda digna nas pequenas cidades, reduzindo a desigualdade e distribuindo renda.<\/p>\n<p>\u201cTivemos per\u00edodos [hist\u00f3ricos] de valores reais altos e valores reais baixos, especialmente em per\u00edodos autorit\u00e1rios, em que o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo foi muito baixo. Em per\u00edodos democr\u00e1ticos, o sal\u00e1rio m\u00ednimo teve um valor de recupera\u00e7\u00e3o. Justamente nestes per\u00edodos democr\u00e1ticos de crescimento do sal\u00e1rio m\u00ednimo, a participa\u00e7\u00e3o da renda do trabalho na renda nacional cresceu\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Desigualdades<\/strong><\/p>\n<p>Com o fim da pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o, o governo Bolsonaro definiu no Or\u00e7amento para 2020 que o piso ser\u00e1 atualizado pela infla\u00e7\u00e3o do INPC (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor), do IBGE, e s\u00f3. A estimativa, feita em agosto, era de 4,02% &#8211; de R$ 998 para R$ 1.039.<\/p>\n<p>Para Pochmann, o retrocesso representa a manuten\u00e7\u00e3o das desigualdades.<\/p>\n<p>\u201cIsso favorece ainda mais a concentra\u00e7\u00e3o de renda, principalmente na m\u00e3o dos propriet\u00e1rios, de terra, de im\u00f3veis, de f\u00e1bricas e dos bancos. Nesse sentido, o sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 um elemento central no conflito entre o trabalho e o capital, especialmente na luta pela apropria\u00e7\u00e3o do excedente gerado na economia\u201d, disse.<\/p>\n<p>Nos 13 anos de governos Lula e Dilma, o m\u00ednimo aumentou de R$ 200 para R$ 880, em 2016, um crescimento de 340% do valor nominal e 77% de aumento real \u2013 m\u00e9dia anual de 5,9%.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bolsonaro acaba com pol\u00edtica de reajustes acima da infla\u00e7\u00e3o que desde 2004 vem elevando padr\u00e3o de renda dos mais pobres Escrito por: Juca Guimar\u00e3es, Brasil de Fato | S\u00e3o Paulo (SP Em 2020, pela primeira vez em 17 anos o sal\u00e1rio m\u00ednimo ser\u00e1 reajustado apenas pela infla\u00e7\u00e3o, sem aumento real. 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