{"id":9946,"date":"2019-11-08T11:12:04","date_gmt":"2019-11-08T14:12:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=9946"},"modified":"2019-11-08T11:12:04","modified_gmt":"2019-11-08T14:12:04","slug":"artigo-trabalho-informal-volta-a-bater-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/11\/08\/artigo-trabalho-informal-volta-a-bater-recorde\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Trabalho informal volta a bater recorde"},"content":{"rendered":"<p><b>Por Altamiro Borges<\/b><\/p>\n<p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou na quinta-feira passada (31) que 11,8 milh\u00f5es de pessoas trabalharam sem carteira assinada no setor privado no terceiro trimestre deste ano \u2013 crescimento de 2,9% (338 mil pessoas) com rela\u00e7\u00e3o ao trimestre encerrado em junho. J\u00e1 o trabalho por conta pr\u00f3pria, atividade em que a maioria \u00e9 informal, atingiu 24,4 milh\u00f5es de pessoas no per\u00edodo \u2013\u00a0alta de 1,2% (293 mil pessoas). Ambas as vergonhosas marcas batem novos recordes na s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE.<\/p>\n<p><a name=\"more\"><\/a>A informalidade considera o empregado do setor privado e o trabalhador dom\u00e9stico sem carteira assinada, o empregador sem CNPJ e o familiar-auxiliar. O total de trabalhadores dom\u00e9sticos sem carteira fechou em 4,5 milh\u00f5es no per\u00edodo, enquanto os trabalhadores familiares auxiliares e empregadores sem CNPJ ficaram em 2,1 milh\u00f5es e 800 mil, respectivamente. No trimestre encerrado em setembro, 38,8 milh\u00f5es de trabalhadores eram informais \u2013 ou 41,4% do total de ocupados no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Devido ao aumento da informalidade, a popula\u00e7\u00e3o ocupada registrou um recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012: 93,8 milh\u00f5es de pessoas. Desse total, 33,1 milh\u00f5es t\u00eam carteira assinada, n\u00famero que ficou est\u00e1vel no per\u00edodo. O avan\u00e7o do trabalho informal fez com que a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o ca\u00edsse de 12% para 11,8% na passagem dos trimestres. Segundo analistas do IBGE, essa queda \u2013 falsamente festejada pelo abutre Paulo Guedes, ministro da Economia \u2013 \u00e9 comum no per\u00edodo devido \u00e0 sazonalidade t\u00edpica do mercado de trabalho.<\/p>\n<p><b>Aumento da desigualdade de renda<\/b><br \/>\n<b><br \/>\n<\/b>Duas semanas antes, o IBGE j\u00e1 havia divulgado outro estudo alarmante, que evidencia que o Brasil vai de mal a pior. Segundo a pesquisa, o rendimento m\u00e9dio mensal obtido com trabalho pelo 1% mais rico da popula\u00e7\u00e3o brasileira atingiu, em 2018, o equivalente a 33,8 vezes o ganho obtido pelos 50% mais pobres. No topo, o rendimento m\u00e9dio foi de R$ 27.744; na metade mais pobre, foi de R$ 820. A diferen\u00e7a entre os rendimentos obtidos pelo 1% mais rico e os 50% mais pobres no ano passado bateu recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (PNADC), iniciada em 2012.<\/p>\n<p>Conforme registrou a Folha, \u201ccoincidindo com o aumento na desigualdade, houve ainda uma diminui\u00e7\u00e3o no total de domic\u00edlios atendidos pelo Bolsa Fam\u00edlia, de 15,9% no total do pa\u00eds em 2012 para 13,7% em 2018. Vista de outro \u00e2ngulo, a extrema concentra\u00e7\u00e3o de renda no Brasil revela que os 10% da popula\u00e7\u00e3o com os maiores ganhos detinham, no ano passado, 43,1% da massa de rendimentos (R$ 119,6 bilh\u00f5es). Na outra ponta, os 10% mais pobres ficavam com apenas 0,8% da massa (R$ 2,2 bilh\u00f5es)\u201d<\/p>\n<p>www.altamiroborges.blogspot.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Altamiro Borges O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou na quinta-feira passada (31) que 11,8 milh\u00f5es de pessoas trabalharam sem carteira assinada no setor privado no terceiro trimestre deste ano \u2013 crescimento de 2,9% (338 mil pessoas) com rela\u00e7\u00e3o ao trimestre encerrado em junho. 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