
O Brasil teve um salto na taxa de pobreza extrema depois do fim do auxílio emergencial em dezembro do ano passado. Como Bolsonaro encerrou o benefício sem dar alternativas ou políticas públicas para as pessoas prejudicadas pela pandemia, 12,8% dos brasileiros estão na pobreza extrema, número maior do que há uma década, passaram a viver com menos de R$ 246,00 ao mês (R$ 8,20 ao dia) em janeiro. Ou seja, estão na miséria. Projeção da FGV Social aponta que quase 27 milhões de pessoas estão nessa condição.
Desde a preparação do golpe jurídico-midiático-parlamentar em 2016, o índice de miseráveis começou a aumentar. Agora, o país possui mais miseráveis do que tinha antes da pandemia e em relação a 2011. Houve crescimento no comparativo com o segundo semestre de 2020, quando o pagamento do auxílio para 55 milhões derrubou, em agosto, a pobreza extrema para 4,5% (9,4 milhões de pessoas). Foi o menor nível da série histórica.
Na tentativa de amenizar o número de pessoas na extrema pobreza no Brasil, os movimentos sociais e centrais sindicais lutam pelo retorno imediato do benefício. Tramita na Câmara Federal mais um projeto que visa prorrogar a duração do auxílio emergencial: o PL 5514/20, que institui até 30 de junho de 2021. O chamado “auxílio emergencial consecutivo” prevê até seis parcelas mensais de R$ 600,00 para os trabalhadores e a mulher chefe de família terá direito a parcelas mensais de R$ 1,2 mil.
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