Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia
/ domingo, julho 21, 2019
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As mulheres e seu papel nas cidades brasileiras

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A democracia de uma sociedade se mede pelo grau de participação e decisão que a mulher possui

Atualmente assistimos a um fenômeno que é resultado direto do espaço conquistado por mulheres dos movimentos feministas ao longo da história: parte do patriarcado tem se lançado em ofensiva contra esses movimentos através de mulheres das classes dominantes. Essas mulheres têm sido instrumentalizadas e colocadas como laranjas com o objetivo de ocupar espaços de poder no Estado, no legislativo, quanto no judiciário e no executivo. A intenção desse desacreditado patriarcado é abrir um flanco no Estado democrático de Direito para combater conquistas e políticas públicas voltadas para mulheres, população negra, indígenas, LGBTQIs e outras minorias. A audácia dessa elite patriarcal é tanta que chega a falar em nome de todas as mulheres brasileiras. É necessário que delimitemos o território para dizer a eles em alto e bom som que todas as políticas sociais voltadas para as mulheres, neste país, foram construídas por mulheres de todas as classes sociais defensoras dos direitos humanos e da justiça socioambiental.

Como se sabe, não é de hoje que as mulheres precisam travar batalhas para conquistar e garantir seus direitos. Um bom exemplo foi o I Congresso da Mulher Paulista, realizado em 1979, com mais de 1000 mulheres em busca de políticas públicas e combate à desigualdade social e de gênero – também neste período, outros estados brasileiros organizaram seus congressos com os mesmos objetivos. Nas três décadas seguintes foram realizados onze encontros nacionais feministas e três conferências nacionais de políticas para as mulheres, onde foram absorvidas as lutas pelos direitos das mulheres negras, indígenas e lésbicas, reafirmada a luta pela creche e aprofundadas as propostas das mulheres para a saúde, direitos sexuais e reprodutivos, com destaque para descriminalização do aborto, salário igual para trabalho igual, direito à moradia, terra para quem nela trabalha com financiamento específico e luta contra a violência de gênero, doméstica e sexual.

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